20 agosto 2011
A Minha História Não Acaba Aqui
Vão te dizer que você não é mais o mesmo,
Vão apontar o dedo na tua cara pra te acusar.
Vão arrumar mil motivos pra te incriminar.
Por todo canto alguém esperando pra te derrubar.
Podem dizer que acabou,
eu acho que nem começou.
O sol nasceu e eu ainda não dormi.
Vão te vender sem saber o que há por dentro.
E vão achar que com alguns trocados podem te comprar.
Vão encontrar mil maneiras de te rotular.
Em todo canto sempre tem alguém que quer roubar o seu lugar.
Podem dizer que acabou, eu acho que nem começou.
O sol nasceu e eu ainda não dormi.
Por mais que tentem me impedir,
agora nada pode nos parar
Não vou
A minha história não acaba aqui,
quem põe esse ponto final sou eu
Sou eu!!
Eu sei que é fácil falar,
Então me ajude a fazer
Ontem eu estava no seu lugar,
E não há como voltar
Existe algo em você
Que eu sinto falta em mim
Não foi a primeira vez que eu enxerguei o fim.
Autor:Lucas
Todo mundo precisa de alguém
Sinto em te dizer, Mas você perdeu.
De tanto trabalhar você esqueceu.
Você diz que não quer saber
Mas isso não cabe a você!
Se não precisa de nada, o que você faz aqui?
É a forma de você se defender
Só pensa em atacar, nem sabe o por que.
Eu já senti a mesma dor, e amaldiçoei o meu amor.
Quando eu fiquei sem nada foi quando eu percebi.
Que eu preciso, você também
Todo mundo precisa de alguém
E eu sei muito bem, da raiva que dá
Agente soca as paredes, sem se importar
E o que é que nos faz quebrar a cara de novo e de novo?
Sem jamais desistir
E eu sei muito bem da tristeza que dá
A gente compra, troca, finge, mas jamais quer ficar
E olha pra quem nos quer, como quem já não quer mais
E tudo que a gente quer é ser deixado em paz
E a noite vem, pra tirar de nós
Lágrimas dos olhos e o brilho da voz
De tanto gritar, até a garganta sangrar
A gente fecha os ouvidos pra voz que não quer calar
E a noite vem, pra escurecer o meu ar
E emudecer as palavras, Que eu queria tanto falar
Traz com o vento as canções, Mil versos sem refrões
Nenhuma delas feliz, Até que um dia eu fiz
(E ela diz:)
Autor:Lucas
O sofrimento do jovem Werther
Maio 10
Minha alma inunda-se de uma
serenidade maravilhosa,
harmonizando-se com a das doces
manhãs primaveris que
procuro fruir com todas as minhas
forças. Estou só e
abandono-me à alegria de viver nesta
região criada para as
almas iguais à minha. Sou tão feliz, meu amigo, e de tal modo
mergulhado no tranqüilo sentimento da minha própria
existencia, que esqueci a minha arte. Neste momento,
ser-me-ia impossível desenhar a coisa mais simples; e, no
entanto, nunca fui tão grande pintor. Quando em torno de mim
os vapores se elevam do meu vale querido, e o sol a pino
procura devassar a impenetrável penumbra da minha
floresta,
mas apenas alguns dos seus raios conseguem insinuar-se no
fundo deste santuário; quando, à beira da cascata, ocultas sob
os arbustos, descubro rente ao chão mil diferentes espécies de
plantazinhas; quando sinto mais perto do meu coração a
formigar de um pequeno universo escondido embaixo das
ervinhas, e são os insetos, moscardos de formas inumeráveis
cuja variedade desafia o observador, e sinto a presença do
Todo-Poderoso que nos criou à sua imagem, o sopro do
Todo-Amante que nos sustenta e faz flutuar num mundo de
ternas delícias ... ; então, meu amigo, é quando o meu olhar
amortece, e o mundo em redor, e o céu infinito adormecem
inteiramente na minha alma como a imagem da bem-amada;
muitas vezes, então, um desejo ardente me arrebata e digo a
mim mesmo: "Oh! se tu pudesses exprimir tudo isso! Se tu
pudesses exalar, sequer, e fixar no papel tudo quanto palpita
dentro de ti com tanto calor e plenitude, de modo que essa
obra se tornasse o espelho de tua alma, como tua alma e o
espelho de Deus!. . . " meu amigo! ... Este arroubamento me
faz desfalecer; sucumbo sob a força dessas visões magníficas.
Agosto, 30
Infeliz! Não passas de um insensato! Por que. procuras
Infeliz! Não passas de um insensato! Por que. procuras
enganar-te a ti mesmo? De que te servirá essa paixão furiosa e
sem limites?... Não posso dirigir minhas preces senão a ela;
nenhuma outra
figura, a não ser a dela, se apresenta à minha imaginação, e o
mundo que me cerca, só o percebo quando tem com ela
alguma relação. Só assim consigo fruir algumas horas de
felicidade. . . até o
momento em que é preciso que me retire de junto! ó
Wahlheim, se você soubesse até onde me leva o coração!
Quando Passo junto dela duas ou tres horas, alimentando-me
da sua presença, das suas
maneiras, da expressão celestial das suas palavras, pouco a
pouco todos os meus sentidos adquirem uma tensão
excessiva, meus olhos deixam de enxergar, mal consigo ouvir,
sinto como que a mão
de um assassino constringindo-me a garganta. Batendo
desordenadamente, meu coração procura atenuar a angustia
dos meus sentidos, mas apenas consegue aumentar a minha
perturbação ...
Wahlheim, quantas vezes, então, nem chego a saber se vivo
neste mundo! E, a menos que (o que sucede com freqüencia) a
tristeza me empolgue por completo, e Carlota me conceda o
humilde
conforto de desafogar meu coração oprimido, banhando suas
mãos nas minhas lágrimas, é preciso que eu, me afaste, que
saia e vá errar pelos campos, bem longe! Agrada-me, então,
galgar uma montanha a pique, embrenhar-me através do
bosque impenetrável, ferindo-me nas armadilhas de
caça, dilacerando-me nos espinheiros. Só então me sinto um
pouco aliviado! Um pouco, que digo eu? Quantas e quantas
vezes, quando me estiro no caminho prostrado de fadiga e de
sede, ou
quando, alta noite, enquanto a lua resplende sobre a minha
quando, alta noite, enquanto a lua resplende sobre a minha
cabeça, sento-me sobre um tronco de árvore no seio da
floresta, para aliviar meus pés doloridos, esmoreço na
meia-luz duvidosa da
espessura e durmo um sono fatigante! ó Wahlheim, a
espessura e durmo um sono fatigante! ó Wahlheim, a
permanencia numa célula solitária, o cilício e o cíngulo de
pontas de ferro são o consolo a que minha alma aspira! ...
Adeus! Só veio um fim a
esses tormentos: o tumulo .


